Falando de poluição

Falando de poluição

Dá-se o nome de poluição a qualquer degradação (deterioração, estrago) das condições ambientais, do habitat de uma coletividade humana. É uma perda, mesmo que relativa, da qualidade de vida em decorrência de mudanças ambientais. São chamados de poluentes os agentes que provocam a poluição, como um ruído excessivo, um gás nocivo na atmosfera, detritos que sujam os rios ou praias ou ainda um cartaz publicitário que degrada o aspecto visual de uma paisagem. Seria possível relacionar centenas de poluentes e os tipos de poluição que ocasionam, mas vamos citar apenas mais dois exemplos.

Um deles são os agrotóxicos (DDT, inseticidas, pesticidas), muito utilizados para combater certos microorganismos e pragas, em especial na agricultura. Ocorre que o acúmulo desses produtos acaba por contaminar os alimentos com substâncias nocivas à saúde humana, às vezes até cancerígenas. Outro exemplo é o das chuvas ácidas, isto é, precipitações de água atmosférica carregada de ácido sulfúrico e de ácido nítrico. Esses ácidos, que corroem rapidamente a lataria dos automóveis, os metais de pontes e outras construções, além de afetarem as plantas e ocasionarem doenças respiratórias e da pele nas pessoas, são formados pela emissão de dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio por parte de certas indústrias. Esses gases, em contato com a água da atmosfera, desencadeiam reações químicas que originam aqueles ácidos. Muitas vezes essas chuvas ácidas vão ocorrer em locais distantes da região poluidora, inclusive em países vizinhos, devido aos ventos que carregam esses gases de uma área para outra.

O problema da poluição, portanto, diz respeito à qualidade de vida das aglomerações humanas. A degradação do meio ambiente do homem provoca uma deterioração dessa qualidade, pois as condições ambientais são imprescindíveis para a vida, tanto no sentido biológico como no social.

Como começou

Leia o resto do artigo »

Misericórdia Animal

Embora adoção seja um assunto muito delicado, consegui perceber algo mais delicado ainda ao assistir um vídeo onde uma Pitbull amamentava dois tigres filhotes. Pude ver o quão os animais são empáticos,Cão amamentando tigres amorosos e sensíveis. Eles não têm algum tipo de preconceito e conseguem as vezes ser mais “humanos” que nós. Alimentar bebês de outra espécie é um ato muito valioso e raro, mérito de dívida permanente. É dar vida a quem precisa mesmo não tendo a obrigação de fazer isso. Não sei o que houve com a mãe desses filhotes, mas vejo que há uma a quem esses filhotes irão ficar muito gratos o resto da vida. Um ser que se dispôs a salvar dois indefesos preocupando-se apenas com o risco de vida dos mesmos.

Alguns de nós, humanos, se preocupariam primeiro se os bebês seriam da mesma raça. Pois teve uma ocasião onde um cidadão conseguiu pensar antes no dinheiro que ia ganhar fotografando um garoto negro e desnutrido, que ia ser uma entrada, prato principal e sobremesa de um urubu, quando podia ter ajudado-o dando o que comer ou levando-o a um hospital. Isto é desprezível perto de uma mãe que empacota sua criança recém nascida com um saco de lixo e o atira em um rio, sendo que havia oportunidades de doá-la a mães que seguem o exemplo dos animais como a cadela que amamentou os dois tigres. Diga-se de passagem que a amamentação é o fator mais precioso para iniciar uma vida, depois vem a adoção.

Mas tem gente que acha que ser mãe simplesmente é parir uma “coisa” e deixá-lo a deus dará sem precisar adotar. Ser mãe é mais que alimentar. É dar carinho, amor, ensinamentos, conselhos e, principalmente, dizer não muitas vezes. Existem animais que adotam seres humanos, o que foi até um objeto de referência ao criador do Tarzan, mas é muito mais raro ver um ser humano adotar um animal como filho do mesmo. Apenas aconteceu uma única vez onde uma índia deu de mamar para um macaco. O que mais vejo são os animais sendo espancados e esfolados para perderem suas peles ou seus fígados. Vejo muitos cavalos sendo obrigados a puxar pesos não muito suportáveis durante um intervalo de tempo muito superior ao que ele aguenta, e quando ele pára pra tentar comer, puxam a rédea e o forçam a andar novamente.

Isso é uma realidade muito diferente do que eu imaginava ser quando criança. Pensava que todos os seres se adoravam, salvo quando a morte estava no script da cadeia alimentar, mas me enganei. O povo só pensa em si e no lucro que terá ao fazer alguma boa ação. Pensar então agora que seremos capazes de amar uns aos outros um dia, nem tento. Depois de tantas provas que não somos capazes de fazer bem nem aos animais, não vou me iludir que no mundo haverá melhoras. Mas vou me manter aliviado que ainda há nesse mundo animais, que ao contrário de nós, conhecem e são dignos da misericórdia.

No que vai dar essa Globalização?

Tenho cinqüenta anos e moro em Fortaleza, uma cidade do nordeste do Brasil, hoje com cerca der 2,5 milhões de habitantes, aproximadamente. Me dispus a escrever este artigo motivado por uma profunda tristeza em ver a minha cidade tão transformada, e porque não dizer tão transtornada, nos últimos tempos.

GlobalizaçãoPor mais mais paradoxal que possa parecer quanto mais ela evolui no campo material e tecnológico mais decai no plano social. No aspecto urbanístico de um lado temos uma cidade cosmopolita que não deve nada a qualquer outra do chamado primeiro mundo. Por outro apresentar um colar de favelas onde afronta aos olhos de qualquer um com um mínimo de sensibilidade uma gama de mazelas e chagas sociais que chegam a nos incomodar emocionalmente. E a tudo coroando um clima de festa e indiferença incompreensível aos olhos minimamente esclarecidos.

E aí eu me indago: será isso a propagada globalização? Gostaria imensamente de rever a cidade da minha infância. Como sei que isso é impossível, através desse texto simplório deixo pra ela minhas sincera saudade.

tags:

Comente

Quase - Luiz Fernando Veríssimo

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi! Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escapam pelos dedos nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca saíram do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me às vezes o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, esta estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos ¨bom dia¨ quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai, talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo o mar não teria ondas, os dias seriam nublados, o nada não ilumina não inspira, não aflige nem acalma apenas amplia o vazio que cada um trás dentro de si. Preferir a derrota prévia à duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Para os erros há perdão, para os fracassos chance, para os amores impossíveis tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo o fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você, gaste mais horas realizando que sonhando…fazendo que planejando… vivendo que esperando. Porque embora quem quase morreu ainda vive, quem quase vive já morreu.

Luiz Fernando [bp]Veríssimo[/bp]

Ratos também se alimentam no McDonald’s

Ronald McDonald

Saiu no O Globo:

O McDonald’s, maior rede de [bp]restaurantes:215[/bp] fast-food do mundo, foi condenado a pagar cerca de 2.200 iuans (290 dólares) a uma estudante após um rato mordê-la em uma das lojas da empresa no nordeste da [bp]China:257[/bp], informou a mídia neste domingo.

…contou que o rato subiu pela sua perna e a mordeu na coxa enquanto ela estava comendo dentro da lanchonete.

Leia o resto do artigo »