Psicografia de um adolescente - Parte I

Era uma noite quente, enquanto comia uma torrada e tomava um copo de leite, Daniel recebeu uma ligação, “estamos indo”, então empurrou o último gole de leite, correu para a sala onde a mãe assistia tv e avisou - estou indo no Rodrigo - vizinho do andar de baixo - vamos assistir um dvd.

Sem a mãe perceber, Daniel pegou o skate, eram 21hs, só que ao invés de ir para casa do Rodrigo, foi se encontrar com a gurizada que já estava lhe esperando na frente do prédio.

Todos com skates embaixo do braço estavam indo para um prédio que estava em construção, pois lá era o novo point da gurizada. Pularam a cerca e começaram a subir, a noite estava maravilhosa, a lua cheia, céu estrelado, a diversão estava garantida!

Foi quando chegaram no 7º andar, já cansados pararam para uma pausa. Daniel então sentou-se em cima de um compensado e enquanto conversavam, ouviu-se um estralo, Daniel sem perceber havia sentado no compensado na qual tapava o buraco do elevador, e em questão de segundos, Daniel desapareceu.

Havia desabado do 7º andar, foi tudo muito rápido, não tiveram tempo pra nada. Foi uma fatalidade! Ninguém estava acreditando no que havia acontecido desesperados começaram a chorar, o mais velho tinha apenas 17 anos, no meio de tanto desespero começaram a correr, descendo os andares em direção ao térreo…

Correram como nunca, e ao chegarem lá embaixo foram em direção ao buraco do elevador, tudo parecia um grande pesadelo! E lá no fundo sob a luz da lua, já dava pra ver o corpo do Daniel, chegando mais perto a agonia aumentava, havia várias fraturas expostas, o rosto estava desfigurado.

Não dava pra acreditar, o pesadelo tinha apenas começado.



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