Until the world ends (Até que o mundo acabe)
Por Daniel Melody on
29 setembro, 2007
Tudo bem que eu aprecio o idioma britânico, mas não significa que abandonei meu país. Eu agradeço a Deus pelo Brasil ser um país privilegiado e abençoado por ter um índice insignificante de fenômenos naturais, e artificiais: guerra. Não conseguia acreditar em Diabo até o
momento que li um artigo concernente a um americano investidor em catástrofes.
Existe quem invista em bolsas de valores, em projetos para acabar com a fome e a pobreza, em corrupção e até mesmo em mudanças insignificantes para melhorar a vida. Mas quando alguém investe contra ela, eu me revolto e fico chocado me perguntando como pode uma potência mundial gastar 190 bilhões de dólares em guerra se há, salvo engano, uma quantia em pessoas relativamente próxima a esse valor que sofre de fome nesse mundo. Como pode um cérebro humano, que é a máquina mais inteligente existente na terra, projetar burrices e criar pânico tão grande nas pessoas? Tudo bem que existe o bem e o mal e este é necessário para dar contraste à vida, mas o mesmo deveria apenas ser divino, não diabólico.
Começo então a acreditar que o inferno não está abaixo da terra, mas no mesmo patamar que ela. Estamos cotidianamente vivendo milagres, bençãos, paz, ao mesmo tempo que agonia, lágrimas e catástrofes. Ou Lúcifer perpetuou de corpos em corpos ou ele procriou, e sua última geração está tomando conta do universo. O brasil pode ser (ou será) alvo disso também quando o DEVIL não tiver mais onde atacar. Logo, nossa terra querida e maravilhosa será bombardeada a troco de petróleo, gás ou a desgraça que ele invente no momento para atacar o país. Infelizmente não posso fazer nada contra esse mal, exceto um protesto ou manifesto a pedido de paz mundial.
Posso também esperar que o mundo acabe. Só assim terei a certeza de que a paz mundial existirá um dia. Não precisarei mais escrever ou chocar-me com notícias como estas, sofrer pela empatia dos que estão morrendo e me contorcer de raiva do investidor burro (digo, Bush) que viciou no jogo WAR e agora pratica isso na vida real. Mas como esperar é entregar-se ao fracasso, enquanto eu estiver vivo lutarei contra esses atos desumanos. Esta guerra sim, eu invisto.
tags: Política, Protesto
2 Comentários
Misericórdia Animal
Por Daniel Melody on
28 setembro, 2007
amorosos e sensíveis. Eles não têm algum tipo de preconceito e conseguem as vezes ser mais “humanos” que nós. Alimentar bebês de outra espécie é um ato muito valioso e raro, mérito de dívida permanente. É dar vida a quem precisa mesmo não tendo a obrigação de fazer isso. Não sei o que houve com a mãe desses filhotes, mas vejo que há uma a quem esses filhotes irão ficar muito gratos o resto da vida. Um ser que se dispôs a salvar dois indefesos preocupando-se apenas com o risco de vida dos mesmos.
Alguns de nós, humanos, se preocupariam primeiro se os bebês seriam da mesma raça. Pois teve uma ocasião onde um cidadão conseguiu pensar antes no dinheiro que ia ganhar fotografando um garoto negro e desnutrido, que ia ser uma entrada, prato principal e sobremesa de um urubu, quando podia ter ajudado-o dando o que comer ou levando-o a um hospital. Isto é desprezível perto de uma mãe que empacota sua criança recém nascida com um saco de lixo e o atira em um rio, sendo que havia oportunidades de doá-la a mães que seguem o exemplo dos animais como a cadela que amamentou os dois tigres. Diga-se de passagem que a amamentação é o fator mais precioso para iniciar uma vida, depois vem a adoção.
Mas tem gente que acha que ser mãe simplesmente é parir uma “coisa” e deixá-lo a deus dará sem precisar adotar. Ser mãe é mais que alimentar. É dar carinho, amor, ensinamentos, conselhos e, principalmente, dizer não muitas vezes. Existem animais que adotam seres humanos, o que foi até um objeto de referência ao criador do Tarzan, mas é muito mais raro ver um ser humano adotar um animal como filho do mesmo. Apenas aconteceu uma única vez onde uma índia deu de mamar para um macaco. O que mais vejo são os animais sendo espancados e esfolados para perderem suas peles ou seus fígados. Vejo muitos cavalos sendo obrigados a puxar pesos não muito suportáveis durante um intervalo de tempo muito superior ao que ele aguenta, e quando ele pára pra tentar comer, puxam a rédea e o forçam a andar novamente.
Isso é uma realidade muito diferente do que eu imaginava ser quando criança. Pensava que todos os seres se adoravam, salvo quando a morte estava no script da cadeia alimentar, mas me enganei. O povo só pensa em si e no lucro que terá ao fazer alguma boa ação. Pensar então agora que seremos capazes de amar uns aos outros um dia, nem tento. Depois de tantas provas que não somos capazes de fazer bem nem aos animais, não vou me iludir que no mundo haverá melhoras. Mas vou me manter aliviado que ainda há nesse mundo animais, que ao contrário de nós, conhecem e são dignos da misericórdia.